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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ANTOLOGIA POESIA E PROSA NO RIO DE JANEIRO

Estão presentes nesta antologia os
seguintes autores:

Adriana Pavani
Alvorino Dias
André Guimarães
Carlos Alexandre da Silva
Cecília Terrana
Celeste Ditzel
Celia Carvalho
Cosme Custódio da Silva
Diamantino Ferreira
Dilma Barrozo Ribeiro Lopes
Elzio Luz Leal
Evandro Gastaldo
Flávio Manoel da Silva
Fernando Catelan
Gladis Berriel
Guilherme Sousa Rocha
Hernany Tafuri
Hilda Curcio
Josenira Fraga Holanda Brasil
Julio Treiguer
Lenir Mattos de Moura
Leonardo Batalha
Lydia Pires de Britto
Marcelo Fouquet Rosembrock
Marcos Aurélio da Silveira
Marcos Matias
Maria de Fátima Morais Andrade
Munique Duarte
Nancy Zeitone
Nege Além
Núbia Cavalcanti Dos Santos
Orpheu Luz Leal
Paulo Dias Neme
Paulo Eduardo Mauá
Pedro Coelho
Pedro Felipe de Oliveira
Rafael Bönemann
Rierison Bruno
Robervânio Luciano
Sandra Regina Padilha Duran
Sandro Gomes Oliveira
Sarah Marcondes Lapenna
Silvio Parise
Solange Borkovski
Valdeck Almeida de Jesus
Venício Assunção dos Santos
Vera Lúcia Luiz Ferreira
Yuri Westermann
Zely Caldas

Antologia Poesia e Prosa no Rio de Janeiro.

Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 84 - Dezembro de 2011

 
 
 

Núbia Cavalcanti dos Santos
Sanharó / PE

Foram tantas as vezes...

Foram tantas as vezes
Que sufoquei o meu pranto
E reprimi a dor lacerante
Que tomou conta do meu ser
Transformando em desencanto
Todo o amor que guardei pra você
E que acreditei ser eterno.

Foram tantas as vezes
Que ouvi o som do meu próprio soluço
Ecoando na penumbra do meu quarto vazio
Impregnado com lembranças tantas
De juras de amor eterno
Que soavam como se fosse a mais bela canção
Em forma de poesia
Que um dia alguém já me fez.

Foram tantas as vezes
Que a saudade invadiu minha alma
E seu nome baixinho, eu sussurrei
Com medo de despertar a solidão
Esse indesejável inquilino
Que em meu coração fez morada
E hoje, é minha eterna companheira.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Amanhã, outro dia.




                   
                          XXXIV Concurso Internacional Literário das Edições AG.
                          Poetisa: Núbia Cavalcanti dos Santos.
                          Cidade: Sanharó - PE.
                          Classificação: 4º lugar.
                          Poesias: Amanhã, sem você e Um novo recomeço.



Amanhã, sem você  
 
Amanhã, quando o dia raiar
E a chuva passar
Nada mais será como antes
A não ser a dor incessante que sentimos
Nesses corações errantes
Possuídos por esse amor incessante.

E, quando a noite chegar
Ornamentada pela luz incandescente
Do majestoso luar prateado
Dos meus olhos tristes
Uma lágrima brotará
Simbolizando a dor da saudade
Que ficou em seu lugar
Pungindo a minha alma dilacerada.

Em meus devaneios insanos
Eu sinto a sua presença
E me aconchego em seus braços fortes
Mas, ao voltar à realidade
Seu lugar está vazio e gélido
E eu sinto o frio da solidão
Envolver-me em seus braços
Tornando a noite mais sombria ainda.
  

Um novo recomeço

De repente, do amor ausente
Restou a saudade presente;
De um coração apaixonado
Restou um sonho inacabado.

De repente, tudo se perdeu
Mas a esperança, não morreu
Está apenas adormecida
Dentro de um coração, sem saída.

De repente, um novo amor há de chegar
Com o início da primavera, desabrochar
E, ao raiar da aurora, florescer.

De repente, um novo recomeço
Trazendo a magia e o encanto
De um passado alimentado pelo pranto.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 83 - Novembro de 2011



 
 
Núbia Cavalcanti dos Santos
Sanharó / PE

Insônia

A noite chega
Calma e silenciosa
Enquanto a chuva cai lá fora
Trazendo com ela a brisa suave
De mais uma noite de inverno.

Na solidão do meu quarto vazio
Sob a luz opaca do abajur
Tento afastar as lembranças nítidas
Das noites de amor ardente
Que vivemos intensamente.

Mas, o perfume inebriante
Que exala do travesseiro macio
Faz-me lembrar teu corpo viril
E o aconchego dos teus braços fortes
Ainda sinto envolvendo meu corpo fágil.

E assim, a noite arrasta-se
Com passos lentos, vagarosos
Enquanto o sono não chega
Para amenizar a saudade que sinto
Do meu amor, que foi embora

Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 83 - Novembro de 2011

 
 
 
 
 
 
 
Núbia Cavalcanti dos Santos
Sanharó / PE

Insônia

A noite chega
Calma e silenciosa
Enquanto a chuva cai lá fora
Trazendo com ela a brisa suave
De mais uma noite de inverno.

Na solidão do meu quarto vazio
Sob a luz opaca do abajur
Tento afastar as lembranças nítidas
Das noites de amor ardente
Que vivemos intensamente.

Mas, o perfume inebriante
Que exala do travesseiro macio
Faz-me lembrar teu corpo viril
E o aconchego dos teus braços fortes
Ainda sinto envolvendo meu corpo fágil.

E assim, a noite arrasta-se
Com passos lentos, vagarosos
Enquanto o sono não chega
Para amenizar a saudade que sinto
Do meu amor, que foi embora