Follow by Email

sábado, 29 de dezembro de 2012

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 97


Núbia Cavalcanti dos Santos
Sanharó / PE

Gonzagão, O Rei do Baião e do Sertão

Na Fazenda Caiçara, no Povoado de Araripe
Município de Exu, em meio ao sertão
Nasceu Luiz Gonzaga
O Eterno Rei do Baião.

Do pai herdou o talento
E da sanfona fez seu instrumento
Cantando e encantando o mundo
Com o seu canto varonil e profundo.

Em prosa e verso cantou
O desespero e a angústia
Do sertanejo que sofria
E muitas vezes também chorou
Ao ver seu rebanho cambaleando
E de fome e de sede morrendo
Sempre que a seca assolava o sertão
E o sol impiedoso torrava o chão.

Mas também cantou o amor
Que embalava as noites enluaradas
De casais enamorados
E loucamente apaixonados;
Assim como cantou a dor
De amores perdidos...
Amores proibidos...
Almas apaixonadas...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

À Vida! - Um brinde em versos - Edição 2012

 
 
 
Núbia Cavalcanti dos Santos
Sanharó / PE

À espera da felicidade
Da vida, tudo o que eu quero
É encontrar a minha alma gêmea
E viver um grande amor
Um amor que vive somente em meus sonhos
E que cresce a cada amanhecer
Assim como crescem as flores
Que desabrocham na primavera.
Da vida, tudo o que eu quero
É acordar sempre ao lado desse alguém
E encontrar em seus braços aconchegantes
O meu porto seguro, a minha fortaleza
Onde eu possa sentir-me protegida
Sem medo de viver o presente
Sem medo de sonhar com o amanhã.
Da vida, tudo o que eu quero
É viver intensamente a magia do amor
E celebrar a cada dia que nasce
A felicidade de ter encontrado um grande amor
Que me faça sorrir e até chorar
Mas, que cada lágrima caída
Sejam gotas de felicidade.

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 96



                                                          Núbia Cavalcanti dos Santos
                                                                                    Sanharó / PE


Enquanto você não vem
 
Enquanto você não vem
Vou tentando sobreviver
Alimentando-me das lembranças de outrora
Que persistem em me acompanhar
Trazendo com elas a sua imagem
Aonde quer que eu vá.

Enquanto você não vem
Vou levando a vida ao léu
E da solidão tentando me esquivar
Para amenizar a dor lacerante
Que o meu peito corrói
Fazendo minha alma sangrar.

Enquanto você não vem
Vou buscando encontrar os meus sonhos
Que se perderam em meio ao caminho
Ou, quem sabe, me abandonaram
Enquanto eu lamentava profundamente
A ausência dos teus carinhos.

Enquanto você não vem
Vou procurando uma explicação
Para esse imenso amor que por você sinto
E que ultrapassa qualquer obstáculo
Porque o meu amor por você
É bem maior que o infinito.


Panorama Literário Brasileiro 2012/2013.



                                                Núbia Cavalcanti dos Santos
                                                                                   Sanharó / PE



Depois que você se foi


Depois que você se foi
Meu coração virou um deserto
Meus dias...
Já não os sinto passarem
Minha vida...
Já não tem mais sentido
E sinto-me como se fosse:
Uma ave que perdeu seu ninho
Uma rosa que não desabrochou
Uma noite sem luar...
Depois que você se foi.

Depois que você se foi
Nada mais me importa
Sinto que minha alma
Meu corpo abandonou
E agora, está morta
Porque não suportou a saudade
Que no meu peito, se alojou
Esmagando o meu coração
Que de dor, está sangrando
E de amor, está clamando
Depois que você se foi.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 95

 
 
Núbia Cavalcanti dos Santos Sanharó / PE
 
Que amor é esse?
Que amor é esse
Que do meu ser tomou conta
E que me faz perder a razão
Sempre que nos encontramos
Em qualquer ocasião?
Que amor é esse
Que tanto humilha e maltrata
Esse meu pobre coração
Que vive amargurado
Por nunca ter sido amado?
Que amor é esse
Que mutila os próprios sentimentos
E se fecha para um novo amor
Em nome de uma ilusão
Que jamais se transformará em realidade?
Que amor é esse
Que mesmo sem ser desejado
Arraigou-se em meu coração
E tomou conta dos meus pensamentos
Sem nenhuma explicação?


Os mais belos Poemas de Natal - Edição 2012

 
 
 
Núbia Cavalcanti dos Santos Sanharó / PE


É chegado o Natal...
 

É chegado o Natal...
Tempo de realizarmos sonhos
Que ao longo dos anos
Foram ficando para trás
Adormecidos em nossos corações.

É chegado o Natal...
Tempo de reflexões profundas
De olharmos para o futuro
Enquanto ainda se vive o presente
Sem esquecermos o que vivemos no passado.

É chegado o Natal...
Tempo de olharmos para o próximo
Com os olhos do coração
Tempo de abraçamos nosso irmão
Que vive entregue à própria sorte.

É chegado o Natal...
Tempo de amor e de união
De solidariedade e de confraternização
Tempo de pormos em prática os ensinamentos
Que Jesus nos ensinou.

É chegado o Natal...
Tempo de Glorificarmos o Senhor Jesus
E seguirmos os Seus Mandamentos
Por todos os dias do ano
Para mantermos vivo em nossos corações
O Espírito Natalino.




Os mais belos Poemas de Amor - Edição 2012

  
 
Núbia Cavalcanti dos Santos
Sanharó / PE

                                                Quando você foi embora

Quando você foi embora
Jogando fora todo o amor que te dei
E ignorando as minhas súplicas
Senti o meu mundo desmoronar
Como se fosse um castelo de areia
Levado pelas ondas do mar
Numa noite de tempestade.

Sob os destroços, tentei levantar-me
Mas, faltaram-me forças para seguir em frente
E, no meio do caminho, eu parei
Sentindo-me sozinha e perdida
Deixei meu coração extravasar a emoção
E, com a alma dilacerada pela dor
De saudades, eu chorei.

Quem dera, eu pudesse mudar o meu destino
E esquecer todo o meu passado
Vivido ao lado de alguém
Que jamais soube o que é o amor
Enquanto que eu amei loucamente
Sem pesar a quantidade
E sem medir a intensidade.





Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 94

                                           
 

                                               Núbia Cavalcanti dos Santos
                                                                                      Sanharó / PE


Hoje, sem você


Hoje, eu descobri
Que o meu hoje está perdido
Porque, sem você comigo
Meu amanhã é incerto
Igual a um pássaro que voa, sem rumo
Em meio à tempestade.

Hoje, eu preciso entender
Que o amor é um sentimento
Que chega, assim de repente
Iluminando a nossa vida
Como se fosse um raio de sol
No limiar da primavera.

Hoje, eu preciso esquecer
Esse amor insensato e sem razão
Que destroçou meu coração
Como se fosse um vendaval
Que chega sem avisar
Causando sofrimento e dor.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Livro de Ouro da Poesia Brasileira - 2012


                                            Núbia Cavalcanti dos Santos
                                                                         
Sanharó / PE



Dias de profunda melancolia

Hoje, ao despertar de um sono agitado
Povoado por sonhos conturbados
Abri as janelas da minh'alma
E deixei que uma réstia de luz entrasse
Diminuindo a solidão cruel
E a aflição ímpar Que do meu ser tomava conta.

Senti a brisa suave da manhã
Que adentrava pela porta entreaberta
Trazendo o perfume inebriante das flores
Que desabrochavam lentamente
Formando um imenso tapete colorido
Acariciadas pelos primeiros raios solares
Que despontavam com a chegada da primavera.

Lá fora, o tempo corria ao léu
Transformando os segundos em minutos
Os minutos em longas horas
E as horas em dias de profunda melancolia
Enquanto que eu, do mundo me escondia
Tentando fugir da angústia e da solidão
Causadas por um amor que só me trouxe dor.

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - vol. 93

                                        

                                    Núbia Cavalcanti dos Santos
                                                                    
Sanharó / PE

 
Adeus, solidão

Na busca incessante desse amor
Não medi as conseqüências dos meus sentimentos
Violei as leis do meu coração
Ignorando a voz da razão
Condenando-me à prisão perpétua
E o meu castigo foi viver na solidão.

Os anos foram passando lentamente
E eu, enclausurada na minha agonia
Perdi a noção do tempo
E tentei fugir da minha realidade
Agarrando-me às lembranças
Para não morrer de solidão.

Mas um dia, os meus sonhos adormecidos
Brotaram novamente
Alimentando o meu coração angustiado
E eu percebi que, no âmago do meu ser
A chama de um novo amor reascendia
Libertando-me da solidão em que eu vivia.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

X Concurso Nacional PoeArt de Literatura – 2012


X Concurso Nacional PoeArt de Literatura – 2012

Inscrições de 10 DE JULHO A 20 DE AGOSTO de 2012
(Preferencialmente pela INTERNET ou pelos Correios)


   A PoeArt Editora (AGORA TENDO COMO PARCERA A HÍMPETO EDITORA DE SP) institui o X Concurso Nacional PoeArt de Literatura – 2012 (depois do sucesso dos   primeiros, que resultaram nas Antologias Poéticas de Diversos Autores, Vozes de Aço, do volume I ao volume XI e das Coletâneas Século XXI, volumes I, II e III ), para premiar autores de ambos os sexos, maiores de dezoito anos, amadores ou profissionais, somente residentes no país, na categoria: Poesia, em língua portuguesa, tendo como objetivo principal a descoberta de novos autores e o intercâmbio cultural entre os participantes.
  
   Ao efetuar a sua inscrição, o autor estará concordando com as regras do Concurso, e, se selecionado, autorizando a publicação dos trabalhos no livro Vozes de Aço – XII Antologia Poética de Diversos Autores – 2012. Em caso de cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral, será responsabilizado judicialmente.

Tema e Apresentação:
- O tema é livre.
- Cada autor poderá inscrever de três a seis poesias (versos livres ou poema com forma fixa), cada uma em uma página, inéditas ou não, máximo de até 30 versos cada – as que se excederem serão desclassificadas -, fonte Times New Roman, corpo 12, digitadas somente em um dos lados da folha, onde deverá constar o título de cada poesia. Não é necessário pseudônimo. Se for enviar pelos correios:
- Uma via de cada trabalho, no mesmo envelope, mais um CD com as poesias gravadas e uma foto de perfil recente em alta resolução.
- Em anexo um envelope menor, lacrado, sem qualquer identificação do lado de fora, contendo:
- Nome completo, nº do RG, nome do concurso, títulos dos trabalhos, endereço completo, dados biográficos
(no máximo dez linhas), telefone e e-mail.

- As obras que chegarem sem esses dados não serão consideradas inscritas.
- Todos os trabalhos enviados (selecionados ou não) serão incinerados, após a divulgação do resultado.

Forma de Inscrição:

  As obras deverão ser enviadas (preferencialmente pela INTERNET para: poearteditora@gmail.com) ou pelos correios, juntamente com o comprovante original do depósito, para: PoeArt Editora: Caixa Postal: 83967 – Cep: 27255-970 – Volta Redonda – RJ.

Premiação:

   Os cinco melhores poemas de cada um dos concursos serão publicados sem qualquer ônus no livro Vozes de Aço – XII Antologia Poética de Diversos Autores – 2012, e cada um dos cinco autores de cada concurso premiados receberão 3 exemplares da obra pelos direitos autorais, diploma e sua foto no livro.

  A partir do 6º trabalho selecionado, os autores serão convidados a participar do livro pelo sistema de cooperativismo.

APOIADORES CULTURAIS: Grêmio Barramansense de Letras, Academias de História e Letras de BM, TEATRO GACEMSS, A imprensa principalmente a escrita, Vitor Contabilidade, Gráfica Drumond, Deputado Federal Zoinho, Colégio Garra Vestibulares, Câmara Municipal de Volta Redonda, DENTRE OUTROS...

Jean Carlos Gomes / Organizador e Editor Contatos: 24 - 9993-0615 | 30750926 /33457252
 SOMENTE à Noite

E-mail: poearteditora@gmail.com http://poearteditora.blogspot.com

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 92

                                       
 Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 92
 Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 92
 

                                          Núbia Cavalcanti dos Santos
                                                                        Sanharó / PE

Solidão atroz

Um dia, sob a mágica luz do luar
Juras de amor eterno nós fizemos
No auge da mais sublime paixão
E guiados pela voz do coração
Deixamos nos levar
Para um mundo de sonhos irreais
Que se dissiparam com a ventania
Como se fossem folhas secas
Espalhadas pelo chão
Após a fúria da tempestade.

Mas, de tanto amor vivido
Restaram somente as lembranças
Que permanecem ainda nítidas
Povoando a minha mente
E invadindo os meus sonhos
Sempre que a noite chega
Trazendo com ela a calmaria
E a saudade corrói minha alma
Dilacerada pela solidão atroz
Que insiste em não querer partir.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Antologia de Poetas B.Contemporâneos - Vol. 91

                                                                   



                                     Núbia Cavalcanti dos Santos

                                                                                         Sanharó / PE
 
Esqueci de viver



Hoje, vendo minha imagem refletida no espelho
Senti uma imensa tristeza invadir meu ser
Por ver que o tempo havia passado tão depressa
Deixando suas marcas profundas em meu semblante
E que eu, presa aos meus sonhos de outrora
Havia me esquecido de viver...
Havia me esquecido de esquecer...

Tentei culpar o tempo por tal desventura
E por toda a dor arraigada no âmago da minha alma
Mas, quando olhei para dentro de mim
Descobri que a culpa era somente minha
Por ter insistido em não querer esquecer
Um amor que nunca tive
Um amor que só me fez sofrer.

Então, decidi recuperar o tempo perdido
E jurei esquecer esse amor ingrato
Que só me trouxe amargura e dor
E, quem sabe, encontrar um verdadeiro amor
Para preencher o imenso vazio
Que tomou conta do meu ser
Transformando minha existência em um suplício.



terça-feira, 12 de junho de 2012

LISTA COM O NOME DE TODOS OS POETAS QUE COMPOEM O LIVRO VOZES DE AÇO XI.


Adahir Gonçalves Barbosa Pinheiral RJ
Ana Isabel Damiani Mauerberg – Americana – SP
Angela Alves Crispim – Volta Redonda – RJ
Angela Pastana – Belém – PA
Anna Maria Avelino Ayres - Poços de Caldas MG
Antonio Carlos de Menezes – Aracaju – SE
Antonio Kleber Mathias Netto – Teresópolis – RJ
Antônio Oliveira Pena Volta Redonda RJ
Ari Lins Pedrosa – Maceió – AL
Aurora Miranda Leão – Fortaleza – CE
Beatriz Lopes – Brasília – DF
Clevane Pessoa Belo Horizonte MG
Dalexon Sérgio – Paulista – PE
Edison Corrêa – Rio de Janeiro – RJ
Eliana Pardo – Campinas – SP
Elizabeth C. Bechir Watanabe - Itanhaém – SP
Elizabeth F. de Oliveira – São Luís – MA
Eri Paiva – Parnamirim – RN
Fernanda Espinha da Cunha Rio de Janeiro RJ
Geraldo Afonso Rodrigues – Orlândia – SP
Helena Maria de Souza – Rio de Janeiro – RJ
Icléa Conceição Goulart Gama – Volta Redonda – RJ
Isabel Cristina Silva Vargas – Pelotas – RS
Jerbialdo Silva Campos – São Paulo – SP
Jonas Furtado – Ponta de Pedras – PA
José Luiz de Almeida – Campinas – SP
Laercio Ferreira de Oliveira Filho – Aparecida – PB
Mamede Gilford de Meneses Itapipoca – CE
Maria do Carmo Belizário Orlândia SP
Marisa Helena Carneiro Ribas – Curitiba – PR
Maritza Botelho Pérez – Bagé – RJ
Mercêdes Pordeus – Recife – PE
Nathalia Lucinda Chaves Volta Redonda RJ
Neide Araújo Castilho Teno - Dourados – Mato Grosso do Sul
Neri França Fornari Bocchese Pato Branco PR
Núbia Cavalcanti dos Santos – Sanharó – PE
Patrícia Diniz Santos – Natal – RN
Rosa Regis – Natal – RN
Saul Marques Sastre – Cachoeirinha – RS
Thereza Salgado Lootens y Gil Volta Redonda RJ
Vera Lucia Passos de Souza – Salvador – BA
Walmir Vitor de Souza Volta Redonda RJ
William Lagos – Bagé – RS

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Antologia À Flor da Pele.

Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 90 - Junho de 2012.


Núbia Cavalcanti dos Santos
Sanharó / PE

Cicatrizes na alma


Eu preciso recomeçar
Seguir meu caminho em frente
E curar essas cicatrizes profundas
Que em minha alma estão arraigadas
Como se fossem espinhos pontiagudos
Que ferem e fazem sangrar
Um coração que vive amargurado
Por ter sido abandonado.

Eu preciso esquecer
Sonhos construídos no auge da paixão
Sob a luz incandescente do luar
Como se fossem castelos de areia
Que desmoronaram repentinamente
Com o vaivém das marés
Restando apenas o cheiro da maresia
Antes do raiar do dia.

Eu preciso reaprender a viver
Preciso reencontrar o meu “eu”
Que no passado ficou perdido
E dar mais uma chance ao meu coração
Abrindo-o para um novo amor
Que há de chegar com o início da primavera
Trazendo o aroma suave das flores silvestres
Que desabrocham ao romper da aurora.