terça-feira, 12 de junho de 2012

LISTA COM O NOME DE TODOS OS POETAS QUE COMPOEM O LIVRO VOZES DE AÇO XI.


Adahir Gonçalves Barbosa Pinheiral RJ
Ana Isabel Damiani Mauerberg – Americana – SP
Angela Alves Crispim – Volta Redonda – RJ
Angela Pastana – Belém – PA
Anna Maria Avelino Ayres - Poços de Caldas MG
Antonio Carlos de Menezes – Aracaju – SE
Antonio Kleber Mathias Netto – Teresópolis – RJ
Antônio Oliveira Pena Volta Redonda RJ
Ari Lins Pedrosa – Maceió – AL
Aurora Miranda Leão – Fortaleza – CE
Beatriz Lopes – Brasília – DF
Clevane Pessoa Belo Horizonte MG
Dalexon Sérgio – Paulista – PE
Edison Corrêa – Rio de Janeiro – RJ
Eliana Pardo – Campinas – SP
Elizabeth C. Bechir Watanabe - Itanhaém – SP
Elizabeth F. de Oliveira – São Luís – MA
Eri Paiva – Parnamirim – RN
Fernanda Espinha da Cunha Rio de Janeiro RJ
Geraldo Afonso Rodrigues – Orlândia – SP
Helena Maria de Souza – Rio de Janeiro – RJ
Icléa Conceição Goulart Gama – Volta Redonda – RJ
Isabel Cristina Silva Vargas – Pelotas – RS
Jerbialdo Silva Campos – São Paulo – SP
Jonas Furtado – Ponta de Pedras – PA
José Luiz de Almeida – Campinas – SP
Laercio Ferreira de Oliveira Filho – Aparecida – PB
Mamede Gilford de Meneses Itapipoca – CE
Maria do Carmo Belizário Orlândia SP
Marisa Helena Carneiro Ribas – Curitiba – PR
Maritza Botelho Pérez – Bagé – RJ
Mercêdes Pordeus – Recife – PE
Nathalia Lucinda Chaves Volta Redonda RJ
Neide Araújo Castilho Teno - Dourados – Mato Grosso do Sul
Neri França Fornari Bocchese Pato Branco PR
Núbia Cavalcanti dos Santos – Sanharó – PE
Patrícia Diniz Santos – Natal – RN
Rosa Regis – Natal – RN
Saul Marques Sastre – Cachoeirinha – RS
Thereza Salgado Lootens y Gil Volta Redonda RJ
Vera Lucia Passos de Souza – Salvador – BA
Walmir Vitor de Souza Volta Redonda RJ
William Lagos – Bagé – RS

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Antologia À Flor da Pele.

Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 90 - Junho de 2012.


Núbia Cavalcanti dos Santos
Sanharó / PE

Cicatrizes na alma


Eu preciso recomeçar
Seguir meu caminho em frente
E curar essas cicatrizes profundas
Que em minha alma estão arraigadas
Como se fossem espinhos pontiagudos
Que ferem e fazem sangrar
Um coração que vive amargurado
Por ter sido abandonado.

Eu preciso esquecer
Sonhos construídos no auge da paixão
Sob a luz incandescente do luar
Como se fossem castelos de areia
Que desmoronaram repentinamente
Com o vaivém das marés
Restando apenas o cheiro da maresia
Antes do raiar do dia.

Eu preciso reaprender a viver
Preciso reencontrar o meu “eu”
Que no passado ficou perdido
E dar mais uma chance ao meu coração
Abrindo-o para um novo amor
Que há de chegar com o início da primavera
Trazendo o aroma suave das flores silvestres
Que desabrocham ao romper da aurora.